Pessoas cruzam nossa vida não se sabe por que. Algumas se vão, outras ficam, ainda que fisicamente distantes. É o caso da multiartista Nany People, que conheci atuando como garçom, no tradicional Café Piu Piu, no Bixiga.
Sempre alegre e alto astral, convidou minha amiga Silvia para vê-la estrelar peças infantis e o Auto da Compadecida, sempre como protagonista (neste último foi João Grilo, a consciência meio sem juízo de Chicó) da companhia do Teatro Paiol. Acompanhei minha amiga e aplaudi de pé o ator que não deixava por menos no desempenho de seus papéis. Numa sexta-feira 13 de agosto, no mesmo Piu Piu, aconteceu o lançamento de meu livro Numerologia Fácil. Aproveitamos para promover um evento a fantasia; Nany compareceu, pela primeira vez, travestida numa espécie de Mortícia Adams e, na porta do estabelecimento, entregava comandas repetindo com voz gravíssima: "o cartããoooo!!!". Depois disso, nas sextas performáticas do bar, candidatou-se a apresentações dublando Madona, no melhor estilo "material girl". Um sucesso! Dali, foi assumindo cada vez mais a personagem drag queen, fazendo shows aqui e ali, dando vida e voz (e que voz, diga-se de passagem!) a Nany People, que ganhou espaço na televisão como repórter, apresentadora e comediante. O garçom que conheci foi tragado pela força de Nany, incorporando totalmente o personagem, atualmente na fase das stand-up comedies. Lembro de um dia em que trabalhava a pauta "vida dupla", sobre pessoas que têm profissões díspares e que se saem bem em ambos os papeis. Tinha a advogada tributarista que era cantora da noite, o bancário que clonava Renato Russo com perfeição em banda cover e o garçom que à noite era Nany. Quando entrevistada, suas respostas me surpreenderam pela lucidez e maturidade. Autodefiniu-se assim: "À noite, Nany é a estrela; de dia, sou o empresário dela, saio pra comprar figurino na 25 de março de jeans, tênis e camiseta, como um cara comum." Outra fala bacana, numa metáfora inteligente: "A vida é uma festa; quando a gente chega, já está rolando, a gente vai embora e ela continua... No começo, a gente não sabe como se comportar: as bandejas vão passando e a gente pega de tudo: uísque, salgadinho, água e brigadeiro. Com o tempo, a gente aprende a fazer escolhas e, se estiver com fome, prefere a coxinha ao brigadeiro..." A opção total por Nany era assim justificada: "Nany People me proporcionou em meses o que não consegui como ator em anos." No lançamento de meu livro Mulher de Verdade fiz questão de convidá-la e ela fez questão de vir. Rendo-lhe homenagens, pois acho que toda drag que se preza é o superlativo da mulher: maquiadésima, de saltos altíssimos, bacanérrima e originalíssima. Então, viva Nany People! Quando a vi no reality show A Fazenda, fiquei pensando que diabos uma criatura inteligente e sensível fazia ali, se expondo daquela maneira. Depois, coloquei-me no seu lugar e pensei que não deve ser fácil para uma drag queen de meia idade traçar um futuro confortável - fala sério, acho que não é fácil nem para homem ou mulher de meia idade autônomo neste país! Agora ela está na berlinda e torço para que realize os objetivos que traçou quando se enfiou nessa confusão. Sorte, querida Nany! Estou na maior torcida por você, por seu sucesso e sua felicidade! Esta é minha modesta contribuição para que seu sonho se realize!quarta-feira, 3 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Casa com Jazz... e Soul!
Comemorando o primeiro aniversário do evento Casa com Jazz, que acontece mensalmente, a Casa de Tarsila arrasou chamando para animar a festa o Trio Los 4 e a belíssima Nanny Soul com sua banda, suíngue e voz excepcionais.
Boa música de graça, trazendo para a rua os moradores do em torno, num agradável congraçamento. O performista Guilherme Folco divertiu o público, em especial as crianças, com seu sax e malabarismos, equilibrando-se numa roda só.
O casal Vanessa Basdadjian e Flavio Vieira receberam os amigos com a alegria e simpatia habituais.
Parabéns pelo belo evento e muitos mais anos de sucesso para a Casa de Tarsila. Fique com o talento de Nanny Soul & Grovadelics na bela edição de Mauro Rubens:
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
"Ou dá ou veste" com a mineira Maysa
Quietim, quietim, a mineirim foi lá e fez. Atendendo ao nosso convite através do Facebook, Maysa Bachur Mascarenhas Costa escarafunchou seus armários encontrando não apenas uma, mas duas peças abandonadas.
A primeira é a blusinha floral, bufante, com elástico nas mangas e na cintura, que Maysa soube jogar sobre a bermuda branca, com rasteirinha da moda, criando um look praiano (mas em Minas não tem praia, menina!).
Aí, lembrou-se da saia jeans reta e manchada (também tenho uma e a produção de Maysa me inspirou a usá-la novamente), que achava "muito séria", mas que ficou bem alegre com a tal blusinha florida. Sandálias altas de tiras grossas em tom nude tornaram a produção mais "social", por assim dizer.
E já que se apaixonou novamente pela velha saia esquecida, ousou uma produção mais chique com a bata branca tomara-que-caia em tecido leve, faixa larga marcando a cintura e tamanquinhos de salto, absolutamente adequados a este look de dondoca.
Agradecemos à querida Maysa por ter topado o desafio. Ela é a primeira a ganhar um exemplar do livro Mulher de Verdade, da OP Livros, por sua colaboração. E você, o que está esperando pra enviar seu próprio editorial de moda para Regina Azevedo? Estou te esperando...
Fotos: arquivo de Maysa Bachur Mascarenhas Costa
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
"Ou dá ou veste" com Vanessa, da Casa de Tarsila
Foi como previsto: uma tarde alegre, agradável, na companhia de gente interessante, regada a cafezinho e bolo deliciosos. E lá estávamos nós, recordando os bons tempos de produtora de moda, brincando de produzir Vanessa Basdadjian de Faria, a wonderful woman da Casa de Tarsila.
Num segundo escolhemos as roupichas e enquanto Vanessa se desdobrava atendendo clientes e despachando com Saulo, seu fiel escudeiro, eu montava os looks numa escada (!!) e clicava freneticamente, sem me importar muito com a luz. No instante seguinte, a fera virou bela e em poucos minutos produzimos e fotografamos tudo. O resultado, você confere a seguir.
A peça escolhida foi uma malha molenga, perdida nas gavetas de nossa supermodel. Parecia novinha, mas, meu olho clínico detectou um pequeno furo nas costas (prova de que nosso desafio é pra valer!). Nada que não conferisse à peça ainda mais charme. E assim criamos quatro looks bacanas e bem variados.
Como diva glamurosa, Vanessa vestiu sobre a blusa um longo preto de malha fria, com detalhes de argolas em latão servindo de alças. Sapatilhas baixas de couro vazado a laser e uma maxipulseira complementaram a produção.
Depois foi a vez do "momento rebelde": sobrepondo camisola (sim, isso mesmo!!) de renda rosa e babado na barra à cigarrete de stretch com efeito acetinado, compôs um tipo roqueira, com rebeldia pra lá de inocente, evidenciada pelo colar de pérolas em tom fúcsia. As sapatilhas de lacinho realçaram o charme.
Sua porção executiva surgiu na combinação da malha com a calça saruel preta, sandália de tiras e salto grossos e discreta bolsa tiracolo em couro, estilo matelassê. Pulseiras largas de chifre arremataram o toque de elegância. Olha só a pose de manequim...
Por fim, o look ideal para bater perna por aí, seja na cidade ou na praia, valorizando a graça e a juventude de nossa modelete: minissaia molenga em malha estampada, com elástico na cintura e rasteira nude, de dedo, com o peito do pé rendado - superconfortável! Na sacola de palha enfeitada com flores, que Vanessa escolheu como acessório, cabe tudo - menos preocupação!
Na minha modesta opinião, a blusa merece uma segunda chance. Quem estava de olho para "herdar" a peça, vai ter de esperar mais um pouco... E você, o que acha?
Tirando a boa e velha malha prateada, tudo mais você encontra na Casa de Tarsila.
Apareça para conferir de perto; e, se topar este nosso "Desafio de Moda", traga suas coisinhas que a gente sai fotografando e postando... E lembre-se: a ordem é aplicar os 3R: reduzir, reutilizar, reciclar. Bom garimpo pra você!
Produção: Vanessa Basdadjian de Faria e Regina Azevedo
Fotos: Regina Azevedo
Serviço: Casa de Tarsila: Rua Marselhesa, 101, casa 2, Vila Mariana, fone 2769-4674
terça-feira, 12 de outubro de 2010
PNL na Mystic Fair: um resgate de emoções
Foi uma festa. Reencontro de amigos, resgate de lembranças e muita gente prestigiando o evento.
A I Mystic Fair, organizada pelo escritor Claudiney Prieto, mostrou a força da temática esotérica no ramo dos negócios e na procura do autoconhecimento.
Caminhando pelos corredores, aqui e ali esbarrava em amigos dos tempos da Revista Planeta. Antigas parcerias foram celebradas, como no estande da Alemdalenda.
O reencontro com o amigo Toninho Nascimento, com quem trabalhamos nos nossos tempos de Rádio Mundial, rendeu até uma entrevista-relâmpago e boas risadas.
Na palestra, a plateia atenta contava com algumas presenças queridas e conhecidas: ex-alunos, amigos das redes sociais e também aqueles que acompanham há tempos nossa trajetória. Falamos sobre "a estrutura da magia", tal como abordada na obra inaugural da PNL (Programação Neurolingística), tema homônimo ao primeiro livro de Richard Bandler e John Grinder, seus criadores.
A palestra está sendo disponibilizada na íntegra em pequenos trechos no canal da OP Livros, a TVOPBR. Assista a um trecho:
Nossos agradecimentos a Claudiney e muito sucesso: a ele e aos amigos de ontem, hoje e sempre!
sábado, 9 de outubro de 2010
Chef por um dia, evento gostoso da Borges Brasil
Amigos das redes sociais Twitter e Facebook, cadastrados nos perfis da Borges Brasil, reuniram-se, a convite da empresa, no elegante restaurante Oggi, no Itaim, para participar do primeiro encontro "Chef por um dia". O primeiro Chef amador a aceitar o desafio foi o profissional de marketing Marcio Magri, que herdou o gosto pela culinária da mãe, nascida em Tunis, colônia italiana do Norte da África.
Num clima descontraído, encontravam-se profissionais de variadas profissões e faixas etárias. Na foto, os amigos antes "virtuais" Mauro Rubens e Andréa Magri.
O cardápio, leve e saboroso, evidenciou sabores dos produtos Borges, em especial do tradicional azeite e também de alguns tipos de vinagre.
Antes que as iguarias fossem servidas, Marcio comentou as receitas por ele escolhidas e demonstrou a montagem dos pratos que selecionou.
Aproveitou, como todo chef que se preza, para passar aos presentes alguns "segredinhos" que aprendeu com sua mama e também com os profissionais de cozinha do Oggi. Anote:
- para ficar macio, o polvo, depois de cozido, deve ser "surrado", batendo-se com ele sobre a pedra da pia ou da mesa; para saber o ponto certo, pode-se colocar uma batata inteira na mesma água do seu cozimento: quando a batata atingir o ponto ideal, o polvo também estará pronto para o consumo;
- para dar um toque de leveza ao prato, substitua o leite do tradicional purê de batata por creme de leite;
- cozinhe ligeiramente os legumes no vapor, deixando-os bem "crispy";
- "sele" os filés de peixe, passando-os por uma frigideira bem quente untada com azeite, dos dois lados: o truque acelera o cozimento interno do peixe.
"Aula" encerrada, os convidados passaram à degustação. Como entrada, foram brindados com uma receita de polvo em que predominava o sabor acre.
Para o prato principal, Marcio escolheu um filé de robalo grelhado, acompanhado de legumes no vapor, bem al dente, generosamente regado com molho de alcaparras no azeite.
Na sobremesa, o tradicional mascarpone Oggi também recebeu um fio de azeite e o resultado surpreendeu o paladar dos presentes.
Uma noite agradável, que comprova a força das redes sociais para aproximar pessoas de interesses diversos em torno de um propósito comum. Parabéns a Borges pela iniciativa e agradecimentos ao restaurante Oggi por nos acolher tão gentilmente. Cadastre seu perfil e participe das próximas promoções!
domingo, 3 de outubro de 2010
Desafio de moda: ou dá ou veste!
Primavera chegou, estação da renovação, por excelência. E a gente com o guarda-roupa apinhado de coisas - que ganhamos, que compramos, a que nos afeiçoamos. Não será uma boa hora para criar espaços?
Atualmente, está na moda usar o princípio dos 3R: reduzir, reciclar, reutilizar. Pensando nisso, decidimos propor um desafio focado naquelas peças escondidas "no fundo do baú", que não são utilizadas há, pelo menos, seis meses. Topa? Basta escolher uma peça, provar (às vezes nem serve mais...), criar no mínimo 2, no máximo 5 looks para sua reutilização. Vale também reciclar - aqui no sentido de customizar: uma peça larga pode ser ajustada, um camisetão pode virar bata ou minivestido, calça jeans vira shortinho, sacola, almofada... tudo aquilo que sua imaginação conseguir inventar! E se nada disso servir de inspiração, ainda resta o R de "reduzir" - encontre um bom destino para sua roupa, certamente alguém a receberá e a usará com carinho. Para participar do desafio "Ou Dá ou Veste", envie-nos fotos com suas produções e as histórias dessas peças. Podem ser em still (foto da roupa propriamente dita) ou você pode caprichar na produção, tornando-se a supermodel do seu closet. Se quiser, chame uma amiga para ajudar. Eu experimentei e achei bem divertido. Comecei com uma saia preta, em tecido com stretch, que comprei há anos, meio por impulso. Achei legal o drapeado, a cintura com elástico, o corte levemente evasê e o tacheado aplicado sobre os detalhes de gorgurão. Mas acabei usando as mais básicas, de corte reto e tecidos como voal, black jeans e cetim. A coitadinha ficou esquecida no fundo do armário.Quando pensei neste desafio, fui vasculhar meus cabides e dei de cara com a peça; havia até vestígios de mofo. Lavei cuidadosamente para ver se era recuperável e ficou novinha.
Fucei as gavetas, desmontei o guarda-roupa e compus 4 looks: um para uma reunião ou coquetel, com camisa branca, lenço de seda, escarpin bicolor de bico redondo e bolsa em couro, pequena.
Outro casual, com meia preta fio 70, camiseta souvenir (daquelas que a gente compra nas viagens), bolsa carteiro e tênis de cano alto. O terceiro é ideal para o trabalho ou a faculdade (ainda faço pós-graduação, hehe!): tricô sobre a camisa branca, escarpin chanel (aberto atrás) vermelho, estampa de cobra e bolsa carteiro, pra caber bastante coisa.
Por último, uma produção pra cair na balada, com regata de lurex, colar exagerado, sandália alta prata e carteira pequena, em couro sintético, com brilho na medida certa.
E aí? Curtiu? Aprovou? Deixe seu comentário. E divirta-se criando seus próprios editoriais de moda, que publicaremos aqui. Envie suas fotos e histórias para reginaazevedo1@gmail.com Te espero, hein? E viva a Primavera!!!
Produção e fotos still: Regina Azevedo. Fotos de Regina: Mauro Rubens.
Bem-vindos!
Um espaço para a divulgação de nossas idéias, sentimentos, informações e impressões.
Deixe seus comentários e sugestões, sua opinião faz diferença:
reginama@uol.com.br
Abracinho de 1 minuto!!!